Vamos todos morrer |

Este texto é dirigido a vários públicos-alvo para não deixar ninguém de fora, já que o coronavírus também não deixa.

Portanto, para os mais ridículos que acham que esvaziar as prateleiras dos supermercados é a melhor opção, um conselho: ponham a mão na consciência e preocupem-se com outros também. Expliquem-me a necessidade do exagero, da carrada de pacotes de leite e latas de atum que depositam no vosso carrinho de compras. Há pouco fui ao supermercado e só queria um pacote de leite. Um! E graças aos desalmados, que têm as três prateleiras cheias de leite em casa, já não chegou para mim. Nem para mim, nem para mais ninguém. Porque esta é a sociedade individualista que temos.

Aos paranóicos, isto não é o fim do mundo. E se for, lavem as mãos e mantenham a calma. Resolvam o que têm a resolver, talvez seja uma boa oportunidade que a vida vos está a dar para refletirem sobre que espécime andam cá a fazer.

Aos que foram hoje para a praia, vou-me conter para não me dirigir a vocês como uma cambada de anormais (a ser simpática) que acha que está de férias. Serve para os jovens e para as crianças e para os pais, que os deixaram ir.

Vamos lá ver, toda a gente dá palpites. Toda a gente acha que o melhor é isto e não aquilo. O país está a tomar medidas e ninguém está em posição para mandar postas de pescada para o ar. Os casos vão aumentar, vão. É por isso que é importante estar informado e não agir sob histeria. Comprem só o necessário, deixem de ser egoístas. Protejam-se. Lavem as mãos, como deveriam fazer sempre. Não corram para os hospitais, só porque tossiram uma vez hoje. Sejam conscientes. Os que estão de quarentena, fiquem em casa. Respeitem as regras, respeitem-se a vocês e aos outros. Não é desdramatizar, é ganhar consciência. E, por favor, não percam a cabeça. A humanidade está a ficar cara.

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