Retrospetiva de um 2018 profundo |

Nunca é bem como nós planeamos. Há exatamente um ano atrás, mantínhamos a tradição e à meia-noite lá estávamos a pedir os nossos desejos, passa por passa. Ou como eu, noz por noz. E são 12. E tentamos que nesses 12 desejos tudo o que queremos se realize. Pedimos saúde, dinheiro, algum sucesso e algum amor. Um novo ou que o velho se mantenha. É mais ou menos como no ano, ao pedir, pedimos sempre que se não for melhor, que seja pelo menos igual ao anterior.

Mas 2018 foi um ano duro. Aprendi que os dias difíceis acontecem e que muitas vezes adormecemos de lágrimas nos olhos. Por perdermos quem amamos e por não saber como devemos lidar com a saudade. Aprendi que a saudade aperta e que muitas vezes o coração fica triste. Que o cansaço é natural e pensar em desistir também.

Aprendi que o silêncio assusta e que a cama vazia nos faz tornar pequeninos outra vez. A desejar voltar para os braços da nossa mãe. A desejar que a viagem não fosse tão longa e que a distância fosse mais curta. Mas quando se é filho, sabe-se que se chega a uma altura e é importante ir. Para realizar sonhos.

Aprendi que crescer é uma obrigação, mas nem tudo é mau. A maturidade faz-nos ver que nem todas as pessoas são para ficar. Que nem todas pensam e sentem como nós. Elas não erram nesse aspeto, nós é que cometemos o erro quando pensamos que fariam exatamente o que nós faríamos por elas. E acabamos o ano afastados de quem julgávamos ser para a vida toda. São como as coisas. Nem todas são para ser.

Aprendi que as oportunidades se criam, mas as segundas só se dão uma vez. Ou nem se dão. Porque funcionam como balas, não morreste à primeira e parece que queres ser atingido uma segunda.

E o tempo passa. Aprendi que ele não cura absolutamente nada. O tempo que traz é o mesmo que leva. E a vida vai-te ensinando a ser forte à medida que precisas. É por isso que num ano tanta coisa muda. E tu mudas também. Não foi fácil, mas estou aqui. No fim das contas, vivi. Cresci. E estou orgulhosa da mulher que me tenho tornado. Das conquistas que tenho feito e do tanto que ainda me falta fazer. Não me arrependo de nada. Foi um ano de lições, de pés assentes no chão e de coração nas mãos. Um ano em que aprendi a ter calma, uma coisa de cada vez e um sonho à vez!

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